Archive for março, 2013


O Sul da Bahia é tão antigo quanto o Brasil, e salvaguarda tesouros do patrimônio natural e cultural da nação. Por detrás de suas belas paisagens, ainda existe miséria, resultado da perseguição histórica aos nativos, concentração de poder e riquezas, da crise do cacau e outros descaminhos.
Ainda assim, esse é um lugar raro para os dias de hoje, onde se tem a oportunidade de qualificar um modelo de desenvolvimento autêntico – social, cultural, economico, ecológico, tecnológico. Temos um grande campo de vocações e potencialidades para grandes realizações, e podemos evitar a repetição de erros e as práticas que deixaram um rastro de degradação socioambiental em outras regiões.
Trata-se de um trêcho especialíssimo da Mata Atlântica, diferente de todos os outros da costa atlântica, onde, mesmo depois de séculos de exploração, ainda se tem encontrado dezenas de novas espécies da fauna e da flora desconhecidas da ciência, e registrado recordes de biodiversidade. Nessa aspecto, esse pequeno trecho de litoral tem importância global, vocação de pouquíssimas regiões do planeta, e que deve ser encarada como uma vantagem comparativa para o sul da Bahia do século XXI.
Um olhar cuidadoso para essa região requer um planejamento de ocupação referenciada pelo território integrado, bioma/ecossistemas e bacias hidrográficas, e isto exige uma legislação ambiental diferenciada, específica, no nível estadual e em cada um dos municípios do território. A matemática da conservação da biodiversidade regional também nos orienta a estabelecer uma rede de RPPN´s, Parques e APA´s, e maiores exigências de contrapartidas de áreas florestais para todos os emprendimentos.
Esperamos um crescimento responsável, e que respeite a identidade desse delicado sul da Bahia, protegendo esse tesouro, e encontrando estratégias de promover a inclusão e melhoria da qualidade de vida das comunidade tradicionais rurais, ribeirinhas, indígenas, quilômbolas e pesqueiras, que são as primeiras a pagar a conta pela degradação e pelos processos de aculturação de uma região.
Precisamos de responsabilidade e auto-estima para tomarmos decisões estratégicas refletindo a nossa vocação com soberania, dissernimento e inteligência, e escolhendo o que nos convêm à coletividade, não apenas para amanhã, mas para a década, o século e o futuro.
Uma imagem vale mais que mil palavras, então ficam mais de 10.000 “Vale-reflexões” nas extraordinárias fotografias de Fábio Coppola, Castilho, José Nazal, Cid Povoas e Paulo Paiva.

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Mico-leão preto. Foto: arquivo IPÊ-Rolex

Falar do Instituto de Pesquisas Ecológicas é refletir sobre a mobilização, articulação e empreendedorismo da sociedade civil para o enfrentamento dos desafios contemporâneos da conservação ambiental com otimismo, persistência e inovação.

Mas vamos deixar que a própria Denise Pádua conte essa história de luz no caminho da natureza …

Corações, ideias e braços para proteger o mico-leão preto

Leia a Íntegra em O ECO

O Programa Integrado de Conservação do Mico-leão Preto serviu como uma escola que deu origem ao IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, uma ONG que completa agora em março sua maioridade – 21 anos de existência. São mais de 40 projetos sendo desenvolvidos em diversas regiões do Brasil, mas todos com um gostinho das lições aprendidas com o mico-leão preto.

O primeiro movimento para salvar a espécie da extinção começou com o projeto de doutorado de Claudio Padua, meu marido. Sua ideia era proteger o mico-leão preto através de estudos científicos que levassem à integração das populações que se achavam isoladas em fragmentos florestais, criados pelo desmatamento dos últimos 50 anos no oeste do estado de São Paulo, região conhecida como Pontal do Paranapanema. Claudio pensava que se conhecesse bem a espécie, como vive e se multiplica, cumpriria sua missão. Mas ele acabou indo além: a fragmentação do habitat levou-o a ousar e propor translocações de indivíduos e grupos de micos de um fragmento para outro, de modo a evitar consanguinidade.

As lições do IPÊ e Havaianas…

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A coisa mais importante desse mestrado é que, por mais que a gente leia, estude, viaje nas teorias, e seja capacitado para o mais elevado nível profissional, o tempo todo estamos com os pés no chão, enxergando a prática da conservação, a luta, a causa e os cenários reais. Todos os professores têm passado para nós, não apenas conhecimento, mas vivência, experiência e, sobretudo, amor a causa. O IPÊ é uma grande inspiração de Cláudio Pádua e mais de 60 parceiros diretos, e tantos outros indiretos. O que vemos é uma instituição inovadora, criativa e que tem uma bela história para contar, como a história da Havaianas IPÊ, que reverte uma percentagem das vendas para projetos de conservação da biodiversidade.


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O que representa Serra Grande? Uruçuca, Itacaré, Una, Santa Luzia, Camacan e a emergente região metropolitana de Ilhéus? Que terra é essa que chamamos Região Cacaueira, Sul da Bahia. O que ela trás, motiva e encerra?

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Aos poucos, a turma IPÊ/ESCAS/Sul da Bahia vai se aproximando do Campus do Instituto de Pesquisas Ecológicas em São Paulo.  Cursos, defesas, projetos e um espaço de bem com a vida nos atrai a Nazaré Paulista.

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Super aprendizado com o seminário de Palmiere da IMAFLORA – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola. Currículo Lattes

A IMAFLORA é mais um caso de sucesso no terceiro setor nessa trilha da conservação. Como o IPÊ, abre caminhos e avança no entendimento amplo da conservação da biodiversidade. Profissionalismo, e criatividade. Obrigado Palmiere!

O entendimento do que é a Amazônia fica mais claro, e menos abstrato, a cada dia no decorrer seminários do mestrado, através da experiência e empenho dos professores em ajudar essa região.

AQUI: Lei do Sistema de Unidades de Conservação Estadual da Amazônia

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[youtube http://www.youtube.com/watch?v=_eHuf97soC4&w=420&h=315]

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Aline Valéria Archangelo Salvador defendeu a tese de um Manual Prático de Licenciamento Ambiental – 28/02. Na banca, Zezé Zachia, Claudio Padua e Juliana Santini.

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Reinaldo Martins Lemos trouxe o tema “A eficácia da aplicação da lei de crimes ambientais para a proteção do meio ambiente no litoral sul da Bahia” – 28/02.

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Na banca, Zezé Zachia, Alexandre Uezu e Claudio Padua. 28/02.

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