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Mico-leão preto. Foto: arquivo IPÊ-Rolex

Falar do Instituto de Pesquisas Ecológicas é refletir sobre a mobilização, articulação e empreendedorismo da sociedade civil para o enfrentamento dos desafios contemporâneos da conservação ambiental com otimismo, persistência e inovação.

Mas vamos deixar que a própria Denise Pádua conte essa história de luz no caminho da natureza …

Corações, ideias e braços para proteger o mico-leão preto

Leia a Íntegra em O ECO

O Programa Integrado de Conservação do Mico-leão Preto serviu como uma escola que deu origem ao IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, uma ONG que completa agora em março sua maioridade – 21 anos de existência. São mais de 40 projetos sendo desenvolvidos em diversas regiões do Brasil, mas todos com um gostinho das lições aprendidas com o mico-leão preto.

O primeiro movimento para salvar a espécie da extinção começou com o projeto de doutorado de Claudio Padua, meu marido. Sua ideia era proteger o mico-leão preto através de estudos científicos que levassem à integração das populações que se achavam isoladas em fragmentos florestais, criados pelo desmatamento dos últimos 50 anos no oeste do estado de São Paulo, região conhecida como Pontal do Paranapanema. Claudio pensava que se conhecesse bem a espécie, como vive e se multiplica, cumpriria sua missão. Mas ele acabou indo além: a fragmentação do habitat levou-o a ousar e propor translocações de indivíduos e grupos de micos de um fragmento para outro, de modo a evitar consanguinidade.

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